5 de jun de 2010

Incabível

Abri a tampa da lata
e borboletas escaparam
vieram do nada
Rondaram-me
Arrastaram-me
e me enlataram também.

Aqui dentro está escuro
mas encontro de tudo
Sinto vontade de gritar,
mas, me calo.
E, se falo,
É cochicho mudo
Espero...

Um dia alguém
abrirá a tampa
curiosamente, como fiz
e eu voarei
céu aberto ao infinito
mas, na lata,
deixarei vestígios
meu tudo, meu nada
meu "eu" incabível

sutil como a asa de uma borboleta...

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