13 de jul de 2010

DESPRENDIMENTO

Preciso despir-me dos trapos,
fazê-los farrapos
Livrar-me do tempo que uso
tão preso ao pulso,
Cortar as correntes,
Tirar os anéis,
Jogar fora os pingentes,
Incendiar meus papéis.
Quero voar como as aves
tão livre, tão leve
sem nenhum entrave
que, de repente, me breque
nas portas dos ceús.

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