1 de ago de 2010

Galeria

Percorro a galeria de arquivos, rastreio gavetas
Etiquetas me falam de coisas que nunca esqueci
Logo ali, imenso painel urra fotografias
(todas aquelas que nunca revelei
e também aquelas que, como profecias,
fazem promessas que nunca provei)

Esta sensação de sala vazia,
caixas nos cantos,
móveis cobertos...
Esta sensação de poeira na vista,
subindo e cegando,
gritos estreitos, estranhos...
Invade o que ainda resta de mim.

Sublime horror pra pouca tarde!
Quem sabe dentro do esqueleto aquilo que arde seja só ilusão?

Sou labirinto, procuro palavras.
Mas há pouca luz na mansão de carne
e a imensidão do escuro não me esconde de mim

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