13 de ago de 2010

Manhã-Tarde-Noite

De manhã sou imprestável.
Abro a janela
e refaço lentamente
o meu dia-a-dia.
Pela cortina
os raios de luz
apenas me incomodam.
E o café,
com seu gosto preto,
amarga tristemente a minha voz.

Após as duas da tarde,
o gigante se agita.
Cresce, acorda, toma forma.
Rompe todas as montanhas,
toca o céu.
Quer ser mais que sobrehumano
e o tempo é só areia
evaporando pelo ar.

A janela é só luz.
Não há cortinas.
E minhas retinas são sono e cegueira por toda a noite

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