11 de set de 2010

Onze de setembro

O fim do mundo caminha para trás.
Traz consigo propostas de paz
(E-mails, contratos, pergaminhos)
E durante seu lento findar
Desfaz o caminho que a imortalidade compôs.

O manto de nuvens cobre a cidade
O cenário é quase surreal
E só o sinal,
solene e inatingível,
pediu pro fim do mundo parar.

Mais para trás não há amanhã
E no cartão-postal-triste-cinzento
Pessoas-momentos acenam pro fim.

O momento é histórico-instantâneo.
Depois que o devir do futuro cessar
Quem haverá de lembrar?

- Oh, m...y... G...od!

O fim do mundo caminha para trás.
Arrasta consigo os dias que não virão.
Devora toda a tecnologia
Toda democracia
Eclode em si o caos atômico
Vislumbra duelos,
pedras e paus.

E depois do passar do fim...
Depois que o devir do futuro cessar
- Este futuro que esquece, não aprende, mistifica...

Quem haverá de lembrar?


[escrito em 11 de setembro de 2001]

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