7 de mai de 2011

VENTRE

VENTRE


Deserto infértil, sem viço

Outrora, solo fecundo

Cumpriu os deveres do serviço

Espargiu flores pelo mundo

Engrandeceu-se, grávido e rijo

Redondas formas, sangue e orgulho

Vidas conjuntas - paraíso

Vê agora que a espera era mergulho

no tempo que a tudo dá sumiço.


Mas os filhos dos filhos, inocentes,

virão se aninhar neste ventre

que, de amar se faz grande

e que, por amor, se faz quente

num dar à luz constante

Pois maternidade

não é recheio interno somente

É estado de espírito que se expande

e abraça o mundo como semente.

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